sexta-feira, 30 de julho de 2010

It kills me how some people die.

Há actores que são culpados por este meu amor pela representação. 
És (foste) um deles. Obrigada António, de Feio nunca vi nada em ti.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Onde estás tu D.Sebastião?


Foi a frase que mais me ocorreu durante os 3 dias do SBSR deste ano. Sou totalmente da opinião que tanto pó tinha de ter um objectivo, o regresso do rei seria claramente de valor. Na verdade mesmo que ele tenha colocado os pés na Herdade do Cabeço da Flauta, passou despercebido, ninguém via nada e todos nós perdiamo-nos no meio da poeira. 
Analisemos portanto o slogan deste ano: 
Meco - Onde? É no meio do raio da flauta que o recinto está situado, por isso as belas vistas do mar e areia bonita esqueçam. Malta nua havia, nos 3 chuveiros que colocaram no parque de campismo ( peço desculpa pelo exagero, campo de refugiados vip vá).
Sol - Confirma-se.
Rock n'Roll - A...houve música muito boa sim senhor, mas rock n'roll pouco.
Se este slogan foi mal escolhido? Foi, mas isso não é uma novidade para mim. Prossigamos.
Não fiquei parada em filas intermináveis, porque o meu bom-senso pediu-me 'pelo o amor que tens à tua sanidade vai cedo' e correspondi ao pedido. Confesso que no terceiro dia demorei mais que o normal para lá e para cá, mas rondou 1 hora e picos, nada de eternidades. 
Onde demorava era mesmo para pedir comida, ir ao wc (miseráveis diga-se, que merda é aquela de continuarem a optar por bidons de plástico?) e coitados dos que ficaram sem dinheiro no fim-de-semana, a fila do multibanco tinha tanta gente que comecei a acreditar tratar-se de um 4º palco, com espectáculos alternativos. E quem é que se lembrou de juntar a zona de imprensa com a zona vip e dar-lhe o nome de: Forte? Meus caros, forte têm de ser as drogas que andam a tomar. Levam um festival urbano para o campo, juntam malta que está a trabalhar com zona de lazer de quem não mexe peida, acreditam que o pessoal gosta de acampar em modo refugiados do Darfur, que não nos importamos de comer, beber e respirar terra e já agora colocarem Empire of the Sun às 2:00 de um Domingo, quando no Sábado às 2:00 já os palcos estavam quase 'mortos', foi genial. Eu se não estivesse ainda a drenar do nariz a terra que snifei inadvertidamente levantava-me e batia palmas. 
Mas eu gosto de me concentrar no importante: a música. Pois que foram grandes concertos e os horários foram cumpridos. Bravo. E ficamos por aqui nos elogios, porque o sucesso da parte musical deve-se exclusivamente às bandas e às suas equipas. 
Um obrigada aos amigos com quem fui e fizeram destes dias um espectáculo! Nem quando me deu o fanico da falta de ar eles deixaram de me animar, são os melhores. E fartei-me de encontrar gente, o que me leva a crer que o mundo está cada vez mais parecido com um penico dos Nenucos. 
Entretanto já imagino o SBSR do ano que vem...vai ser brutal! Ah espera, se for no Meco talvez não. 



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Há pessoas com o umbigo maior que o coração.

E isso é um bocado triste, não? Certo é que até se saem bem na vidinha. Sublinho o 'inha'.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Um beijo emocionante

Espanha e Holanda na final do campeonato do mundo. Espanha ganha, merda, seguem-se os festejos e as reportagens. Por esta altura já sabem do que estou a falar, o beijo que o guarda-redes da La Roja deu à sua namorada. Casillas e Sara num beijo meio torto, sem ninguém estar à espera. 'Madre mia' disse ela a seguir, 'Oh por favor' digo eu. Tanto alarido por um beijo? Ah e tal quebraram o protocolo...repitam lá? Mas o gajo é algum chefe de estado? Só ontem cerca de 6542 amigos colocaram o vídeo nas redes sociais e acreditem que a maioria eram...homens. Paira a dúvida se acharam o gesto bonito, ou se apenas olharam para a namorada do espanhol, mas para ser sincera tanto se me dá. O que é certo é que ali só vejo um namorado que acaba de ter uma alegria e a partilhá-la com a pessoa que ama. Isso é espectacular? Não, apenas natural. E pronto é oficial: Sou a única pessoa no planeta a não emocionar-se com o amiguito espanhol a dar um chocho (reforço o torto) à señorita. E sabem que mais? Gosto de acto espontâneos, mas isso para mim é natural...what else?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Há dias que nos mudam.

Está um calor fora do normal para a hora, são 20:40 quando entro no comboio. O ambiente está estranho, sento-me e ligo a música que me enche os ouvidos. Passados cinco minutos entram de rompante, vindos de outra carruagem, três polícias de metralhadoras  em punho. Baixei o som e tentei perceber o que estava a passar, o barulho era demasiado para conseguir entender qualquer coisa ali no meio. Sou observadora é um facto e foquei a minha atenção nos olhares dos polícias...percebi de onde vinha o problema. Na minha cabeça uma frase ‘Quero sair daqui’. O barulho das rodas no carril fazia-me tremer, não parava, tinha de parar. Saio ou não? De repente ao fundo da carruagem um som. Nunca presenciei um disparo na vida, mas creio que hoje foi a primeira vez. O pânico instalou-se e só foi contido por um polícia que disse alto tratarem-se de balas de borracha. Não acalmei. Só queria sair dali. 

Apercebi-me que tenho medo que alguma coisa me aconteça. Sempre tive a sensação que esse receio apenas se transportava para os que mais amo, mas não. Houve ali uma fracção de segundo que fez o clique. Tenho realmente medo de ir embora, sem me conseguir despedir da família que tenho hoje e conhecer a futura. As portas abriram e dei graças a Deus pelo ar quente da estação. Desci as escadas e nem me lembro da viagem até à fnac. Comprei um livro e agarrei-me a ele como a uma tábua de salvação. Dei-me conta disso quando ia a meio do Chiado e vi que a mão que agarrava o saco estava transpirada, força a mais. 

Subo o eléctrico em modo automático e sento-me. A senhora no banco onde me sentei está atrapalhada, quer atender o telemóvel, não o encontra e a criança que tem ao colo não facilita a tarefa. ‘Quer que pegue nele?’ Nem sei porque disse aquilo, sei que a senhora sorriu e o bebé esticou os braços como se me conhecesse. Fiquei ali sem dizer uma palavra. O livro cai, a senhora apanha-o e fica com ele na mão enquanto decorre o telefonema. Ela tem a minha tábua e eu tenho a dela. O bebé cheira bem, acho que cheiram sempre bem e eu sinto uma enorme vontade de chorar. Devolvo a criança e a mãe agradece tocando-me na mão. Saio e subo a rua. 

O vento ajuda e num acto tão comum em mim abro o livro e começo a ler. Abro a porta, entro e sento-me no sofá. As semelhanças que tenho com o que leio deixam-me em carne viva. Fecho o livro, dispo-me e entro no banho. A água ajuda a salpicar as ideias. Sem saber bem como, a água que tenho na cara já não sai do chuveiro, mas de mim. E se de repente eu visse que tenho medo de morrer? E se aquele meu lado que gosta de estar só me desse um soco no estômago enquanto pego um bebé? E se de repente eu percebesse que sou humana? 

A banheira está vazia, o livro com as palavras que já se entranharam sem pedir licença ao meu lado, a casa em total silêncio e nas mãos uma réstia do cheiro a vida que hoje agarrei.

Esse belo espécimen: O fogareiro

Quando entramos num táxi esperamos o quê? 
Várias coisas é verdade, entre elas ouvir a rádio Amália, mas a mais comum é querer chegar ao nosso destino de forma célere e eficaz, confiando que o condutor conhece Lisboa como a palma da sua mão.
Apesar das conversas de nada que os taxistas fazem, acerca da nossa ou da vida deles, do estado do país ou do tempo, uma viagem neste meio de transporte tem tudo para correr mal, mas acaba por correr bem. Vamos com o rabito alampado num carro que está ao nosso dispor e mai nada. 
Hoje foi um dia diferente, hoje o senhor que conduziu o 'meu carro' até casa não fazia cú de ideia do que é isso Lapa, Basílica, Calçada, passados 2 minutos comecei a acreditar que nem sabia o que é o planeta Terra. O taxista era de um dos países de leste, não sei qual, e para ser sincera não percebi caracol do que disse. Percebi pelo ar perdido e voltinhas que deu, que não fazia ideia de onde estava e para onde ia. Lá ajudei e desatei a rir a meio do caminho. Comecei a imaginar uma pessoa, que não soubesse efectivamente o caminho e a tentar ajudá-lo. Havia de ser giro e por momentos estive para dizer: 'Mas não sabe? Eu também não!'. Achei melhor não, afinal quem estava a pagar era eu. 
Foi uma viagem enriquecedora. Não sabia que o rap em russo até soa bem e da próxima vez que for onde não sei ir, levo a porra de um mapa, não vá o leste tecê-las.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coisas que se descobrem em 3 dias

- Há um restaurante japonês inspirado nos Açores (wtf?), ao pé da assembleia.
- As pessoas insistem em levar crianças com poucos meses para a praia, à hora de maior calor. ( Começo a acreditar que é malta que adora leitão assado).
- Ir à tv continua a equivaler uma viagem ao deserto do Sahara, mas mais povoado, neste caso de gente gira. (Vou avisar a produção que aqueles projectores devem ser de solário).
- Os meus pais adoram ir comigo às compras e escolher artigos exactamente opostos ao meu gosto.
- Há pessoas com uma grande dose de bipolaridade. (Não, não estou a falar do CR)
- Acreditar é uma das coisas que faço melhor, neste caso vou acreditada para o Alive. (Esta valeu um yupi! que acordou a vizinha)
- O aquário do 5pmn está na montra de uma loja, duas ruas acima da minha. (E o tempo que fiquei ali a ver peixes? É que estava a caminho do sushi...)
- Gosto mais do que pensava de uma pessoa que não está nem aí. ( Pensando bem isto pode ser bom para a minha escrita).
- Que me estou a lixar para o facto de o CR ter sido pai, quando o Belenenses elegeu um presidente daqueles. (Qué aquilo pá?)
- O Fizz na praia ainda sabe melhor.
- Ir ao banho com bandeira vermelha equivale a fazer topless intencional. 

sábado, 3 de julho de 2010

Vamos lá ver se nos entendemos

Não faço ideia porque motivo é que as pessoas insistem em fazer isto, mas deve ser alguma coisa que eu não consigo captar. 

A questão é: Não responder a quem comunica connosco.

Queremos falar com alguém ligamos para o telemóvel. Não nos atende e pensamos 'Não pode, depois vê a minha chamada e retribui', pensamos mal. 

Enviamos um sms a fazer uma pergunta, que precisa de resposta imediata e aguardamos resposta até quando a pessoa se dignar a isso. Normalmente a espera alarga até ao dia a seguir.

Estão online no msn, falamos e...não respondem. Podem não estar ali claro, mas o dia todo? É isso é.

Se enviamos um e-mail a desculpa é e será sempre 'Não vou ver o meu e-mail a toda a hora ok?' Não? Devias.


Isto deixa-me doente. É qualquer coisa que anda ali entre o desprezo, a falta de educação e o estado 'ma cagar'. E a mim afecta-me. Talvez porque respondo sempre e gostava que tivessem esse cuidado comigo. A melhor parte disto tudo, é que estas pessoas normalmente, ficam ofendidas se fazemos exactamente o mesmo q eles.

Há coisas que desgastam. Ter de 'andar atrás' de um amigo para falar com ele é uma delas. 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Saída do messenger

Amiga: Devias ir ler a mão.

Eu: Ã? 

Amiga: Ler a mão, saber o futuro, essas coisas...não?

Eu: Quero lá saber isso.

Amiga: Não? Olha que depois de seres operada as linhas ficam todas escangalhadas e já não dá. 


Ahh...as preocupações do ser humano são tão bonitas. E o que eu adoro o verbo escangalhar?

Ui que é tão bom ler no comboio.

E quem é que pensa isto além de mim? As pessoas que viajam ao meu lado. A todas elas agradeço a companhia que me fazem na leitura do jornal todas as manhãs. Adoro o inclinar de pescoço, o foco do olhar, o sorriso tímido quando mudo a página, no geral aprecio tudo. Até apreciei o facto de um senhor há dois dias atrás ter 'bufado' quando virei a página. Achei tão bonito o seu gesto que voltei a página atrás, olhei para ele e sorri. Mentira, atirei-lhe o olhar de 'tás a bufar? vê lá se eu não me levanto e tu não vês qual é a Scut mais cara do país'. Senti o medo, ou então foi só o gajo a bocejar.


Habemus Blogum


E pronto aqui vamos nós. Ponham os cintos de segurança, a viagem pode ser atribulada.